5.2. Fluxo de trabalho do MTC


Você pode migrar os recursos do Kubernetes, dados de volumes persistentes e imagens de contêineres internos para o OpenShift Container Platform 4.10 usando o console web do Migration Toolkit for Containers (MTC) ou a API do Kubernetes.

O MTC migra os seguintes recursos:

  • Um namespace especificado em um plano de migração.
  • Recursos com escopo de namespace: quando o MTC migra um namespace, ele migra todos os objetos e recursos associados a esse namespace, como serviços ou pods. Além disso, se um recurso que existe no namespace, mas não no nível do cluster, depender de um recurso no nível do cluster, o MTC migrará ambos os recursos.

    Por exemplo, uma restrição de contexto de segurança (SCC) é um recurso que existe no nível do cluster, e uma conta de serviço (SA) é um recurso que existe no nível do namespace. Se uma SA existir em um namespace migrado pelo MTC, o MTC localizará automaticamente quaisquer SCCs que estejam ligadas à SA e também as migrará. Da mesma maneira, o MTC migra reivindicações de volumes persistentes vinculadas aos volumes persistentes do namespace.

    Nota

    Talvez seja necessário migrar manualmente recursos com escopo de cluster, dependendo do recurso.

  • Recursos personalizados (CRs) e definições de recursos personalizados (CRDs): o MTC migra automaticamente CRs e CRDs no nível do namespace.

A migração de um aplicativo com o console web do MTC envolve as seguintes etapas:

  1. Instale o Migration Toolkit for Containers Operator em todos os clusters.

    É possível instalar o Migration Toolkit for Containers Operator em um ambiente restrito com acesso limitado ou sem acesso à internet. Os clusters de origem e de destino devem ter acesso uns aos outros pela rede e a um registro espelhado.

  2. Configure o repositório de replicação, um armazenamento de objetos intermediário que o MTC utiliza para migrar os dados.

    Os clusters de origem e de destino devem ter acesso à rede do repositório de replicação durante a migração. Se estiver usando um servidor proxy, você deverá configurá-lo para permitir o tráfego de rede entre o repositório de replicação e os clusters.

  3. Adicione o cluster de origem ao console web do MTC.
  4. Adicione o repositório de replicação ao console web do MTC.
  5. Crie um plano de migração, com uma das seguintes opções de migração de dados:

    • Copy: o MTC copia os dados do cluster de origem para o repositório de replicação, e do repositório de replicação para o cluster de destino.

      Nota

      Se estiver usando a migração direta de imagem ou a migração direta de volume, as imagens ou os volumes serão copiados diretamente do cluster de origem para o cluster de destino.

    • Move: o MTC desmonta um volume remoto (por exemplo, NFS) do cluster de origem, cria um recurso de PV no cluster de destino apontando para o volume remoto e, então, monta o volume remoto no cluster de destino. Os aplicativos em execução no cluster de destino usam o mesmo volume remoto que o cluster de origem estava usando. O volume remoto deve ser acessível aos clusters de origem e de destino.

      Nota

      Embora o repositório de replicação não apareça neste diagrama, ele é necessário para a migração.

  6. Execute o plano de migração com uma das seguintes opções:

    • Stage: copia os dados para o cluster de destino sem interromper o aplicativo.

      É possível executar várias vezes uma migração em etapas para que a maioria dos dados seja copiada para o destino antes da migração. A execução de uma ou mais migrações em etapas reduz a duração da migração de substituição.

    • Cutover: interrompe o aplicativo no cluster de origem e move os recursos para o cluster de destino.

      Opcional: você pode desmarcar a caixa de seleção Halt transactions on the source cluster during migration.

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