15.10. Destino da Instalação
Atenção
Importante
Figura 15.14. Visão Geral de Espaço de Armazenamento
- Na seção Partitioning , você pode selecionar como seus dispositivos de armazenamento serão particionados. Você pode configurar as partições manualmente ou permitir que o programa de instalação faça isso automaticamente.O particionamento automático é recomendado se você estiver fazendo uma instalação limpa no armazenamento anteriormente não utilizado ou se você não precisa manter qualquer dado que possa estar presente no armazenamento. Para continuar desta forma, deixe a seleção padrão do botão de seleção Configurar automaticamente o particionamento para permitir que o programa de instalação crie partições necessárias sobre o espaço de armazenamento para você.Para o particionamento automático, você também pode selecionar a caixa Eu gostaria de disponibilizar espaço adicional para escolher a forma de realocar o espaço de outros sistemas de arquivos para esta instalação. Se você selecionou o particionamento automático, mas não há espaço de armazenamento suficiente para concluir a instalação, ao clicar , irá aparecer uma janela:
Figura 15.15. Diálogo de Opções com a Opção de Recuperar Espaço
Clique em Seção 15.10.2, “Recuperar Espaço de Disco” para obter detalhes.para adicionar mais espaço de armazenamento. Clique em para liberar algum espaço de armazenamento das partições existentes. VejaSe você selecionar o botão de opção Desejo configurar particionamento para configuração manual, você verá a tela Particionamento Manual após clicar em . Veja Seção 15.10.3, “Particionamento manual” para mais detalhes. - Na seção Encryption você pode selecionar a caixa de seleção Encrypt my data para criptografar todas as partições, exceto a partição
/boot
. Veja Red Hat Enterprise Linux 7 Security Guide para obter mais informações.
Importante
15.10.1. Criptografar Partições
Figura 15.16. Inserir Frases-senha para Partição Criptografada
Atenção
15.10.2. Recuperar Espaço de Disco
Atenção
Figura 15.17. Recuperar Espaço de Disco a partir dos Sistemas de Arquivos Existentes
15.10.3. Particionamento manual
Atenção
Figura 15.18. A tela do particionamento manual
Nota
/boot
. Os arquivos do kernel e setor de carregador de inicialização serão associados com este dispositivo. Para a maioria dos casos, o primeiro DASD ou SCSI LUN será usado, mas para alguns casos não comuns, este pode não ser o caso. O número do dispositivo será usado quando responder o sistema pós instalado IPLing.
15.10.3.1. Adicionando Sistemas de Arquivo e Partições de Configuração
/
, /home
, /boot
, e swap
. Você também deve criar partições adicionais se necessário. Veja Seção 15.10.3.5, “Esquema de Particionamento Recomendado” para mais detalhes.
/ boot
, uma /
(root) da partição, e uma partição swap proporcional ao tamanho do armazenamento disponível. Estas são as partições recomendados para uma instalação típica, mas você pode adicionar partições adicionais, se você precisar.
/
para a partição raiz ou / boot
para a partição de inicialização. Em seguida, digite o tamanho da partição, usando unidades de tamanho comuns, como megabytes, gigabytes, ou terabytes, ao campo de texto Capacidade Desejada – por exemplo, digite 2GB
para criar uma partição de 2 gigabytes. Se você deixar o campo vazio ou se você especificar um tamanho maior do que o espaço disponível, todo espaço livre restante será utilizado em seu lugar. Depois de inserir essas informações, clique no botão para criar a partição.
Standard Partition
, BTRFS
, LVM
e LVM Thin Provisioning
. Note que a partição /boot
será sempre localizada em uma partição padrão, independentemente do valor selecionado neste menu.
Figura 15.19. Configurando Pontos de Montagem
Figura 15.20. Examinando Discos novamente
Figura 15.21. Padronizando Partições
- Name – atribui um nome ao LVM ou volume Btrfs. Note que as partições padrão são nomeadas automaticamente quando são criadas e seus nomes não podem ser editados, tal como
/home
sendo atribuído o nomesda1
. - Mount point – insira o ponto de montagem da partição. Por exemplo, se a partição deve ser a partição root, insira
/
; insira/boot
para a partição/boot
e assim por diante. Para uma partição swap o ponto de montagem não deve ser definido – é suficiente definir o tipo de sistema de arquivo paraswap
. - Label – atribui um rótulo à partição. Rótulos sãoutilizados para que você reconheça facilmente partições individuais.
- Desired capacity – insere um tamanho desejado de partições. Você pode utilizar unidades de tamanho em comum tal como kilobytes, megabytes, gigabytes, ou terabytes. Megabytes são opções padrão se você não especificar nenhuma unidade.
- Device type – escolha entre Standard Partition, BTRFS, LVM, ou LVM Thin Provisioning. Se dois ou mais discos forem selecionados para particionamento, o RAID também estará disponível . Verifique a caixa adjacente Encrypt para criptografar a partição. Você receberá uma solicitação para definir uma senha mais tarde.
- File system – no menu suspenso, seleicone o tipo de sistema de arquivo adequado para esta partição. Verifique a caixa adjacente Reformat para formatar uma partição existente ou deixe-a sem selecionar para manter seus dados.
15.10.3.1.1. Tipos de Sistema de Arquivos
Tipos de Dispositivo
- standard partition – Uma partição padrão pode conter um sistema de arquivo ou espaço swap, ou ele pode fornecer um container para RAID por software ou um volume físico LVM.
- volume lógico (LVM) – Criar uma partição LVM gera automaticamente um volume lógico LVM. O LVM pode melhorar o desempenho de discos físicos. Para obter informações sobre como criar um volume lógico, veja Seção 15.10.3.3, “Criar Volume Lógico LVM”. Para mais informações sobre o LVM, consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 Logical Volume Manager Administration .
- provisionamento dinâmico do LVM – Ao utilizar o provisionamento dinâmico, você poderá gerenciar um pool de armazenamento de espaço livre, conhecido como um pool dinâmico (thin pool), o que pode ser atribuído a um número arbitrário de dispositivos quando necessário pelos aplicativos.O pool dinâmico pode ser expandido dinamicamente quando necessário para a alocação de custo-benefício de espaço de armazenamento.
- BTRFS – Btrfs é um sistema de arquivos com vários recursos do dispositivo semelhantes. Ele é capaz de assistir e gerenciar mais arquivos, arquivos maiores, e volumes maiores do que os sistemas ext2, ext3 e ext4. Para criar um volume Btrfs e obter mais informações, consulte Seção 15.10.3.4, “Crie um Subvolume de Btrfs”.
- software RAID – A criação de duas ou mais partições de RAID por software permite que você crie um dispositivo RAID. Uma partição RAID é atribuída a cada disco no sistema. Para criar um dispositivo RAID, veja Seção 15.10.3.2, “Criar RAID por Software”. Para mais informações sobre RAID, consulte o Red Hat Guia Enterprise Linux 7 Armazenamento Administração .
Sistemas de Arquivos
- xfs – XFS é um sistema de arquivo altamente escalável e de alto desempenho que suporta os sistemas de arquivo até 16 exabytes (aproximadamente 16 milhões de terabytes), arquivos com até 8 exabytes (aproximadamente 8 milhões de terabytes) e estruturas de diretórios contendo dezenas de milhares de entradas. O XFS suporta o agendamento de metadados, o qual facilita a recuperação de travamento mais rapidamente. O sistema de arquivo XFS também pode ser desfragmentado e reajustado em tamanho enquanto montado e ativo. Este sistema de arquivo é selecionado por padrão e é altamente recomendado. Para mais informações sobre como traduzir comandos comuns de sistemas de arquivo ext4 utilizados anteriormente em XFS, veja Apêndice E, Tabela de Referência para ext4 e Comandos XFS.O tamanho máximo suportado de uma partição XFS é 500 TB.
- ext4 – O sistema de arquivos ext4 é baseado no sistema de arquivos ext3 e tem inúmeras melhorias. Entre elas se encontra o suporte para sistema de arquivos maiores e alocação de espaço de disco de arquivos maiores, mais rápido e mais eficiente, sem limite no número de subdiretórios dentro de um diretório, verificação de sistema de arquivos mais rápida e um agendamento mais robusto.O tamanho máximo suportado de um sistema de arquivo ext4 no Red Hat Enterprise Linux 7é atualmente de 50 TB.
- ext3 – O sistema de arquivos ext3 é baseado no sistema de arquivos ext2 e tem uma vantagem principal – o journaling. O uso de um sistema de arquivos com journaling reduz o tempo gasto com sua recuperação após ele travar, já que não é necessário usar para verificar o sistema de arquivo para consistência de metadados executando o utilitário
fsck
todas as vezes que ocorrer um travamento. - ext2 – Um sistema de arquivos ext2 suporta arquivos do tipo Unix, incluindo arquivos normais, diretórios ou links simbólicos. Possibilita a atribuição de nomes longos para arquivos, de até 255 caracteres.
- vfat – O sistema de arquivos VFAT é um sistema de arquivos do Linux compatível com os nomes de arquivos longos do Microsoft Windows no sistema de arquivos FAT.
- swap – Partições Swap são usadas para suportar a memória virtual. Em outras palavras, os dados são gravados numa partição swap quando não há memória RAM suficiente para armazenar os dados que seu sistema está porocessando.
15.10.3.2. Criar RAID por Software
Nota
Figura 15.22. Criando um Software RAID Partition – O Menu Expandido do Tipo de Dispositivo
- Cria um ponto de montagem como descrito em Seção 15.10.3.1, “Adicionando Sistemas de Arquivo e Partições de Configuração”. Ao configurar este ponto de montagem, você configura o dispositivo RAID.
- Mantendo a partição selecionada no painel à esquerda, selecione o botão de configuração abaixo do painel para abrir o Configurar Ponto de Montagem . Selecione quais discos serão incluídos no dispositivo RAID e clique .
- Clique no menu suspenso Device Type e selecione RAID.
- Clique no menu suspenso File System e selecione seu tipo de sistema de arquivo preferido (veja Seção 6.10.4.1.1, “Tipos de Sistema de Arquivos”.
- Clique no menu suspenso RAID Level e selecione seu nível preferido do RAID.Os níveis de RAID disponíveis são:
- RAID0 – Optimized performance (stripe)
- Distribui dados para os dispositivos de armazenamento múltiplo. Os RAIDs de nível 0 oferecem alto desempenho para as partições padrão, e podem ser usados para unir o armazenamento de dispositivos múltiplos em um dipositivo virtual grande. Observe que os RAIDs de nível 0 não apresentam redundância e a falha de um dispositivo na matriz destruirá toda a matriz. O RAID 0 requer ao menos duas partições RAID.
- RAID1 – Redundancy (mirror)
- Espelha os dados em um dispositivo de armazenamento em um ou mais dispositivos de armazenamento. Dispositivos adicionais na matriz fornecem níveis altos de redundância. O RAID 1 requer ao menos duas partições RAID.
- RAID4 – Error detection (parity)
- Distribui dados pelos dispositivos de armazenamentos múltiplos, mas usa um dispositivo na matriz para armazenar informações de paridade que assegura a matriz no caso de qualquer dispositivo dentro da matriz, cair. Como todas as informações de paridade são armazenadas em um dispositivo, o acesso à este cria um obstáculo no desempenho da matriz. O RAID 4 requer ao menos três partições RAID.
- RAID5 – Detecção de erro distribuído
- Distribui dados e informações de paridade pelos dispositivos de armazenamento múltiplos. Os RAIDs de nível 5 portanto, oferecem vantagens de desempenho de distribuição de dados pelos dispositivos múltiplos, mas não compartilham o obstáculo de desempenho de RAIDs de nível 4 pois as informações de paridade também são distribuídas através da matriz. O RAID 5 requer ao menos três partições de RAID.
- RAID6 – Redundante
- Os RAIDs de nível 6 são semelhantes aos RAIDs de nível 5, mas ao invés de armazenar um conjunto de dados de paridade, eles armazenam dois conjuntos. O RAID 6 requer ao menos quatro partições de RAID.
- RAID10 – Redundancy (mirror) e Optimized performance (stripe)
- Os RAIDs de nível 10 são RAIDs agrupados ou RAIDs híbridos. Os RAIDs de nível 10 são construídos pela distribuição de dados em conjuntos espelhados de dispositivos de armazenamento. Por exemplo, um RAID de nível 10 construído a partir de partições de RAID consiste de dois pares de partições nos quais uma partição espelha a outra. Os dados são então distribuídos por ambos os pares de dispositivos de armazenamento, como em um RAID de nível 0. O RAID 10 requer ao menos quatro partições de RAID.
- Clique em Sumário de Instalação.para salvar suas mudanças, e continue com outra partição ou clique em para retornar para a tela
15.10.3.3. Criar Volume Lógico LVM
Importante
lvm
. Para retornar à instalação de modo texto, pressione Ctrl+Alt+F1.
Figura 15.23. Configurando um Volume Lógico
- Cria um ponto de montagem para o volume LVM como descrito em Seção 15.10.3.1, “Adicionando Sistemas de Arquivo e Partições de Configuração”.
- Clique no menu suspenso Tipo de Dispositivo e selecione LVM . O menu suspenso de Grupo de Volume aparecerá e exibirá o nome do grupo de volume recém-criado.
- Como forma alternativa, tanto clique no menu e selecione Criar um novo grupo de volume ou clique em para configurar o grupo de volume recentemente criado, caso você necessite. Ambas opções Criar um novo grupo de volume e o botão levam ao diálogo Configurar Grupo de Volume, onde você pode renomear o grupo de volume lógico e selecionar quais discos devem ser incluídos.
Figura 15.24. Padronizando um Grupo de Volume LVM
Os nívels do RAID são o mesmo que com os dispositivos RAID atuais. Veja Seção 15.10.3.2, “Criar RAID por Software” para mais informações. Você pode também marcar o grupo de volume para criptografia e definir a política de tamanho para ele. As opções de política disponíveis são:- Automatic – o tamanho do grupo de volume é ajustado automaticamente de modo que seja grande o suficiente para conter os volumes lógicos configurados. Isso é ótimo se você não precisa de espaço livre no interior do grupo de volume.
- As large as possible – o grupo de volume é criado com o tamanho máximo, independentemente do tamanho dos volumes lógicos configurados que ele contém. Isso é ideal se você pretende manter a maioria de seus dados no LVM e mais tarde precise aumentar o tamanho de alguns volumes lógicos existentes, ou se você precisar criar volumes lógicos adicionais dentro deste grupo.
- Fixed – Com esta opção, você poderá definir um tamanho exato do grupo de volume. Quaisquer volumes lógicos configurados devem então caber dentro deste tamanho fixo. Isto é útil se você sabe exatamente o tamanho você deseja que o grupo de volume seja.
Clique emquando o grupo for configurado. - Clique em Sumário de Instalação.para salvar suas mudanças, e continue com outra partição ou clique em para retornar para a tela
Atenção
/boot
em um volume LVM não é suportado.
15.10.3.4. Crie um Subvolume de Btrfs
Figura 15.25. Configurando um Subvolume de Btrfs
- Cria um ponto de montagem como descrito em Seção 15.10.3.1, “Adicionando Sistemas de Arquivo e Partições de Configuração”. Ao configurar este ponto de montagem, você configura o volume Btrfs.
- Clique no menu suspenso Tipo de Dispositivo e selecione BTRFS . O menu suspenso de Sistema de Arquivo será acinzentado automaticamente para
Btrfs
. O menu suspenso do Volume aparece e exibe o nome do volume recém-criado. - Como forma alternativa, tanto clique no menu e selecione Criar um novo volume ou clique em para configurar o volume recentemente criado, caso você necessite. Ambas opções Criar um novo volume e o botão levam ao diálogo Configurar Volume, onde você pode renomear o subvolume e adicionar um nível RAID à ele.
Figura 15.26. Padronizando o Volume Btrfs.
Os níveis de RAID disponíveis são:- RAID0 (Desempenho)
- Distribui dados para os dispositivos de armazenamento múltiplo. Os RAIDs de nível 0 oferecem alto desempenho para as partições padrão, e podem ser usados para unir o armazenamento de dispositivos múltiplos em um dipositivo virtual grande. Observe que os RAIDs de nível 0 não apresentam redundância e a falha de um dispositivo na matriz destruirá toda a matriz. O RAID 0 requer ao menos duas partições RAID.
- RAID1 (Redundância)
- Espelha os dados em um dispositivo de armazenamento em um ou mais dispositivos de armazenamento. Dispositivos adicionais na matriz fornecem níveis altos de redundância. O RAID 1 requer ao menos duas partições RAID.
- RAID10 (Desempenho, Redundância)
- Combina RAID0 e RAID1, e fornece maior desempenho e redundância ao mesmo tempo. Os dados são espalhados em matrizes RAID1 proporcionando redundância (espelhamento), e essas matrizes são depois distribuídas (RAID 0), proporcionando desempenho (distribuição). Requer pelo menos quatro partições de RAID.
Você pode também marcar o volume para criptografia e definir a política de tamanho para ele. As opções de política disponíveis são:- Automatic – o tamanho do volume é ajustado automaticamente de modo que seja grande o suficiente para conter os subvolumes configurados. Isso é ótimo se você não precisa de espaço livre no interior do volume.
- As large as possible – o volume é criado com o tamanho máximo, independentemente do tamanho das subvolumes configurados que ele contém. Isso é ótimo se você pretende manter a maioria de seus dados sobre o Btrfs e mais tarde precise aumentar o tamanho de alguns subvolumes existentes, ou se você precisar criar subvolumes adicionais dentro deste volume.
- Fixed – Com esta opção, você poderá definir um tamanho exato do volume. Quaisquer subvolumes configurados devem então caber dentro deste tamanho fixo. Isto é útil se você sabe exatamente o tamanho você deseja que o volume seja.
Clique emquando o volume for configurado. - Clique em Sumário de Instalação.para salvar suas mudanças, e continue com outra partição ou clique em para retornar para a tela
Atenção
/boot
em um volume Btrfs
não é suportado.
15.10.3.5. Esquema de Particionamento Recomendado
- 'Capítulo 7. Realizando o Swap do Linux' nas publicações do IBM Redbook Linux no IBM System z: Desempenho Medida e Sintonia [Formulário IBM Número SG24-6926-01], [ISBN 0738485586], available from http://www.redbooks.ibm.com/abstracts/sg246926.html
- Desempenho do Linux ao executar sob o VM, disponível em http://www.vm.ibm.com/perf/tips/linuxper.html